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Casa Abandonada

Volto Logo !

Você sempre quis um post para chamar de seu, por meio de indiretas e diretas vindas de você nas mais diversas ocasiões, eu sempre soube disso. Mas meus amigos me perguntariam para quem eu havia escrito o tal post, e não se convenceriam se dissesse se tratar de um texto fictício, não se fala de amor sem amar. E nós havíamos combinado que seria assim, ninguém saberia da gente, nos veríamos quando desse, nos falaríamos quando quisessemos, e, principalmente, seriamos sós, embora sempre fazendo companhia um para o outro. É melhor que seja assim, com tanto altos e baixos, tantas idas e vindas, ninguém nos entederia e, obviamente, todos se meteriam.
Porém, como adoro seu rostinho de satisfação quando faço algo só por sua causa, estou aqui escrevendo para você, e só para você. Mesmo que isso seja tão, tão, tãão difícil. Nunca, nunca mesmo, havia imaginado que um dia me dedicaria tanto a alguém, e estou me dedicando. Nunca havia imaginado que sonharia por mais de duas noites com alguém, e eu estou sonhando. Nunca havia imaginado que amaria alguém, e eu estou amando.
Eu sempre fui tão resistente, sensata, indiferente – é, chata mesmo. Você, seu intrometido, mudou meus planos, pensamentos, gostos. E se não os mudou por completo, acrescentou-se a todos eles. Meus planos são ao seu lado, meus pensamentos, [in] voluntariamente, me trazem você… Você, que contêm meus gostos.
Não deixei de ser eu, não larguei minha vida para viver a sua, não lhe chamei de príncipe na mensagem do msn, não. Mas pareço deixar de entender e dominar qualquer coisa que se passe em mim, meus olhos brilham quando te vejo, e por mais que eu implore para que eles parem com isso, eles teimam em me dizer que é você quem eles querem ver. Minhas pernas, mãos, meus anseios, minha mente… Nada, nada mais me obedece. É como se tudo pertencesse a você, e pertence.

Disseram-me que o segredo das bailarinas é não deixar a cabeça completar os 360 graus enquanto o corpo gira repetidas vezes.
Pensei que talvez seja esse o segredo para seguir em frente após os momentos em que a vida nos ‘convida’ a girar. Mantenha a cabeça no lugar, olhe para os lados, mas, não perca o foco. E então, dance uma bela vida. Que ela seja recheada de lindíssimos passos e inevitáveis quedas de um aprendiz.

Não…

Eu não vou fazer um balanço, como se minha vida fosse uma grande empresa diante da crise…

Apenas FECHEI os olhos e VI a fumaça sair da bandeja e alcançar Teu trono…

Que venha 2009 !

Pólo Norte, 26 de dezembro de 2008.

Caros Correspondentes,

Eu passei Natal após Natal querendo lhes falar uma coisinha muito simples, porém, esses duendes insolen… [cof!cof!cof!] inteligentes, nunca me permitiram. Mas agora já chega, vocês terão que me ouvir!

Veja bem, eu passo o ano inteiro tentando providenciar os presentinhos mais cotados, barbies, skates, bicicletas, bolas, patins, blá, blá, blá… Mas em tempos que os garotos andam pedindo bonecas, e as garotas, bolas de futebol, como é que eu vou saber o que os senhores pedirão??? Só me resta esperar pelas famosas cartinhas que, convenhamos, demoram a chegar. E é sobre isso que resolvi escrevê-los hoje.
Poderia ser tudo mais fácil, siiiim, se vocês tivessem um pingo de consideração com o bom velhinho aqui e escrevessem as cartas com antecedência. Mas por que fariam isso, não é mesmo? O grande Noel dá conta de tudo, afinal de contas, ele não tem aquele super trenó? Vocês não entendem, Rudolf não é mais o mesmo, ele já não é tão rápido como antes. E quanto a mim, cada ano que passa tenho uma média menor de chaminés por minuto. Estou ficando velho. Para agravar a situação, não sei se vocês já perceberam, mas eu moro no Pólo Norte… Heloooooooww, já imaginaram quanto tempo leva para que cheguem todas as cartas??? Nem com Sedex 10, meu filho! E aí, lá vai o Noel correr atrás do prejuízo… Aquela multidão nas lojas e eu lá, como minha gorda barriga, tentando passar despercebido pelos corredores infestados. Tá certo, tá certo, eu sou até um senhor de bons contatos, mas nessas horas, nada de Espírito Natalino, é olho por olho, dente por dente, barba por barba, saco por saco!
Então, senhores, como não posso demorar – já que a Mamãe Noel está reclamando que não tenho dado atenção para ela nas últimas semanas – fica aqui meu recado: ou vocês se agilizam no próximo Natal, ou o bom velhinho que vos fala, larga essa roupinha careta, veste uma sunguinha e vai surfar no Hawaii! E aí, quem sabe, não faça uma graça de lhes mandar uma lembrancinha depois do Carnaval…

Ah, só mais uma coisa, vê se vocês conseguem parar de me pedir coisas como príncipes encantados, paz mundial, bilhões de dólares ou políticos honestos… Quanta falta de originalidade!

 

Ho Ho Ho,

Papai Noel.

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No último dia 18, dois dos homens da minha vida, dos quais eu sou fã de carteirinha, completaram mais uma primavera. Dia privilegiado, não? Pessoas de qualidades facilmente notáveis e admiráveis. Completamente diferentes, mas dignos de todo meu carinho e respeito. Perdi a conta de quantas vezes pensei neles como exemplos a serem seguidos, ou, somente, pensei com um gostoso orgulho. Orgulho por tê-los ao meu lado, e por ver neles os irmãos que mamãe não me deu… Proteção, cuidado, ciúmes, puxão de orelha, companhia… É clichê, mas preciso terminar dizendo o quanto eu amo vocês: muito.

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Queria escrever alguma coisa sobre o fim de ano, mas ficaria maçante demais, ou massacrante demais, não sei. Não ando muito empolgada com as festividades… Ressalva para o tutu da Tia Alcione e as premiações de provocar chiliques na Kátia. Volto mais tarde para falar sobre isso.

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Lábios e abraços, risos e o contorno do seu rosto na penumbra da acinzentada tarde, lembram-me que a felicidade se faz em pequenos instantes.

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O cheiro da chuva anestesia vontades. A tarde se arrasta numa preguiça bicho. O frio invade ânimos, insinua chocolates ou conhaques. O barulho ensurdecedor soa para muitos, como cantiga de ninar, e eu detesto ser dessa regra a exceção. Em dias, como os de chuva, você se vê perdido numa adega, sonhando acordado com uma vida tão contraditória e trágica quanto a que já tem, só que real.

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Esqueça-se da política – ou ainda melhor, esqueça-se dos políticos. Esqueça-se da economia, não daquela que dá no JN todos os dias, mas daquela que você faz minuciosamente para chegar até o final do mês. Esqueça-se do professor e do chefe – que você insiste em dizer que não vão com a sua cara, dos colegas da sala de aula ou da sala de café. Esqueça-se das provas, das reuniões, do vestibular. Da cobrança interna e da dívida externa.
Viver tem dessas coisas, embora não seja mesmo fácil. Mas é preciso dar um tempo, um tempo só seu. E descobrir qual é esse tempo, exige uma boa dose de conhecimento próprio. Portanto esqueça das horas, seu tempo está dentro de você. Chega de viver com a ansiedade nos ombros e o relógio no pulso. Mais do que correr, é preciso saber parar ! Não adianta tirar um dia de descanso e perdê-lo se culpando.
Perca tempo com você. Vá ao salão de beleza, apronte-se… Ou não vá ! E fique em casa debaixo das cobertas, sem fazer nada, com uma roupinha nada fashion e um bom brigadeiro de panela – pessoalmente, isso me encanta muito mais. Descubra o que te encanta, e pare para se encantar.
Não se importe se tudo parecer errado e o mundo vier com aquele dedão enoooooorme te condenar. ES-QUE-ÇA. Ouse. Brinque. Viva com mais leveza. E, por favor, desligue o piloto-automático ! Vida àquele que está vivo, vida !
E se tem alguém aí do outro lado lendo isso tudo e se perguntando o que essa pirralha de 18 anos sabe da vida, já antecipo a resposta: eu sei muito pouco da vida ! (E graças a Deus por isso, imagino que deve ser muito chato quando se tem a minha idade e a vida resolve se apresentar de uma vez… O que eu faria daqui pra frente ?) Mas acontece que eu achei o meu tempo de botar a mão no freio. Acredito no que diz o silêncio na hora que a mente programada cala. Diga que é sonhador, utópico, inconsequente. Mande-me um comentário dizendo todas aquelas coisas que há na realidade, e eu sei que há. Feche a janela do blog e ria da minha inocência. Ou, pura e simplesmente, tenha coragem e fôlego para ser você no momento em que o mundo te atropelar sem licença e disser: CHEGOU A HORA, você não é mais criança e eu vou te jogar uma puta responsabilidade nas costas. Mas se você já se sufocou com a tal puta, não perca mais tempo !

[ Bica, amiga, não me diga que você discorda de tudo. Ainda que seja só para me agradar ! Rs. ]